DESIGN VICIANTE E O EFEITO DOPAMINA DAS PLATAFORMAS DIGITAIS NA EDUCAÇÃO DE CRIANÇAS E ADOLESCENTES
Palavras-chave:
CRIANÇAS E ADOLESCENTES, DESIGN VICIANTE, EDUCAÇÃO, EFEITO DOPAMINA, PLATAFORMA DIGITALResumo
O resumo tem como objeto de pesquisa o efeito dopamina que as plataformas digitais podem causar a seus usuários, principalmente crianças e adolescentes. Há relevância sobre o tema em razão de serem um grupo social mais vulnerável que os demais, já que mais propenso a comportamentos compulsivos em jogos e outros vícios que causam dependência tecnológica e afetam diretamente suas saúdes física e mental. Para tanto, parte das hipóteses iniciais de que as plataformas digitais viciam não só em razão do design que são projetadas, das tecnologias e do modelo de negócios envolvidos, mas da área do cérebro e substância envolvidos, sobretudo dentro ambiente escolar onde smartphones, entre outros dispositivos digitais, representam a principal forma de acesso à internet pelos alunos. Assim, através dos inúmeros estímulos sensoriais que desconcentram e desviam a atenção, os serviços de plataformas como Google e Instagram exploram exatamente a falta de maturidade e de autocontrole característicos desse público em particular, devido ao seu desenvolvimento sociocognitivo e biopsicossocial ainda incompletos. Os objetivos primeiros desse trabalho são, então, saber o que é e como opera esse efeito viciante das plataformas digitais. Em seguida, como afeta em especial crianças e adolescentes em fase de educação. E, secundariamente, de que modo é possível compatibilizar riscos e oportunidades provenientes do uso de celulares pelos alunos dentro e fora das salas de aula, mas sem comprometer o desempenho escolar e a aprendizagem. Para tanto, tem como metodologia a análise comparativa de literatura especializada e estudos de casos brasileiros e estrangeiros já publicados sobre regulação e potenciais impactos das plataformas digitais na educação, afim de aferir qual o grau de efetividade das políticas já implementadas quando optam pela proibição total de celulares no ambiente escolar. Os resultados obtidos vão no sentido de que, entre as medidas anunciadas dentro e fora do Brasil, as propostas de restrição etária, de tom mais ponderado, sobre o uso diário de celulares e métodos de ensino menos expostos às telas constituem soluções mais eficazes para um uso mais ético e responsável das plataformas digitais na educação. Ao passo que medidas drásticas e radicais, a exemplo do banimento total de dispositivos móveis no ambiente escolar, servem como solução paliativa, pois até resolvem em parte o problema da exposição excessiva às telas, porém não o suficiente bastante e de maneira efetiva a longo prazo para enfrentar a questão mais complexa do vício, notadamente quando envolve o público mais jovem. Nesse sentido, recomendam-se outras providências e medidas de mitigação que se acreditam mais eficazes e de efeito mais duradouro para alcançar tais fins.